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Liberdade

Como e quando prender ou soltar o seu filho?

Vou explicar melhor!

Deixar a seu filho dormir na casa da tia ou de um amigo, brincar na casa do amiguinho, escolher a própria roupa, colocar a comida no prato…estes são alguns exemplos do cotidiano, de acordo com o que pode acontecer na sua casa, sem delimitar a faixa etária ( este é assunto para um outro texxxxto!).

Vamos lá!

A maternidade tem também como função proteger a cria, de acordo com a idade e maturidade da criança, existe a importância de conhecer outros ambientes e conviver com outras pessoas.

Dependendo do tipo de criação, tem criança que adoraria dormir na casa da tia ou brincar na casa do amiguinho, mas os pais não conseguem se desprender e especificamente para mãe, internamemte, ela acredita que ninguém cuidara do seu filho melhor que ela.

Por vezes, a dificuldade está com os pais e não com a cria.

Isso não é obrigação, mas o seu filho receberá alguns convites, ao longo da sua vida social, porque seu filho terá vida social e construirá a sua rede.

Além da questão da liberdade da escolha, dentro da sua casa, no preparo de um alimento (supervisionado dependendo do preparo) ou escolha da sua roupa, assim como o adulto tem vontade de colocar aquela roupa mais larguinha ou comer certo alimento o criança também tem…isso é um gancho para o desenvolvimento da Autonomia.

Em tempos em que a violência alarma e isso assusta qualquer pessoas e se tratando das crias, as antenas devem estas ligadas e atentas a prevenção e diferentes sinais.

Mas é importante que a criança possa ter oportunidades e desfrutar de novas experiencias.

Pense nisso, a vida é feita de experiências e uma a uma irá forjar a identidade da sua cria.

Quero muito saber a sua opinião sobre o tema!

Me conta!

Um forte abraço,

Talyta

 

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Criança toma decisão?

Estava com saudade de escrever e conversar com você, que tem interesse sobre a infância e seus desafios.

Gostaria de compartilhar com você algo que aconteceu comigo e você poderá  ou não passar por situações como esta.

Então vamos lá!

Aos domingos, minha família normalmente vai almoçar na casa da minha sogra, mas desta vez, eu não iria e meu marido iria com as crianças.

Mas…minha filha mais velha, de 8 anos, disse que precisava falar comigo, já com lágrimas nos olhos.

Parei o que estava fazendo e fui dar atenção…ela disse que não queria ir para casa da avó, mas que estava confusa e não sabia o que fazer, porque a avó espera a semana toda pra vê-la e faz sua comida preferida, agora ela não iria e deixaria o pai e a avó tristes, ela não queria ver ninguém triste, mas também não queria ir sem vontade.

Expliquei sobre a necessidade da visita semanal a avó, mas que também ir obrigada seria ruim, uma vez que eu estaria em casa, mas se fosse a família inteira ela teria que ir porque não teria com quem ficar.

Escutei e propus conversar apresentar as questões pelas quais ela não iria para o pai e depois telefonar para a avó para se explicar e agradecer toda a atenção e carinho que ela lhe dá, mas que neste domingo ela não iria.

Neste momento, ela enxugou as lágrimas, me deu um abraço e agradeceu, por ajudá-la a tomar a decisão, pois aquele sentimento estava fazendo-a sofrer.

Agimos conforme combinado e tudo se resolveu.

Minha filha já havia decidido, mas estava insegura e confusa e coube a mim, como mãe, dar a segurança e desembaraçar a situação.

E você o que acha, criança pode tomar decisões?

Na minha opinião, existem casos e casos e exige bom senso para discernir quando poderá ou não.

No mundo atual, as crianças estão cada vez mais autônomas e querendo agir  e fazer tudo sozinhas, mas a presença dos pais para equilibrar situações e mostrar para a criança que nem sempre isso é possível é de extrema importância, porque senão ele irá entender que comanda tudo e pode fazer o que quiser, na hora que quiser e não é bem assim que a vida funciona.

A criança precisa entender que tem tempo pra tudo, pra brincar, comer, estudar, tomar, entre outras coisas.

Eu sempre digo, maternidade e lidar com as crianças não tem Manual de instruções, entretanto, existem preceitos básicos que norteiam as relações para um desenvolvimento sadio que são: o EQUILÍBRIO e o BOM SENSO.

E você já teve momentos como este?

Me conta.

Um forte abraço e até o próximo texto.

 

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Ser mãe na Era digitalsss

Eu sou uma mãe em plena Era digital!

E vc?

Tenho facilidade em lidar com este movimento pois, além de ser psicologa e lidar com o comportamento humano, particularmente me interesso pelo Universo materno, infantil e tecnológico.

Como tenho três filhos, em um período de sete anos atrás, percebo a influência avassaladora da tecnologia no desenvolvimento das crianças.

Há sete anos atrás, minha filha, não era tão ligada como hoje o meu bebê de uma ano e meio é, a facilidade  e a desenvoltura em usar o touch screen no celular e no tablet é estarrecedor.

É importante manter-nos antenadas para poder acompanhar e orientar as nossas crianças, nesta trajetória tecnológica que tendo só a aumentar.

Algumas mães fazem uso de aplicativos, para administração do tempo, organização da casa, agenda, entre outras funções conforme a necessidade.

O uso da internet como fonte de informação para buscar alternativas na educação dos filhos, sugestões de brincadeiras, troca de informação, rede sociais, entre outras “cositas”.

Possibilidade de programar utensílios, como por exemplo uma máquina de fazer pão, despertador para não perder o horário da medicação ou sair pra trabalhar, entre outras funcionalidadesssss.

Alerta para as Redes Sociais, que algumas mamães se prejudicam, com relação a administração do tempo, as diversas atividades do dia a dia, porque não consegue desgrudar da rede, então, assim como temos que ter equilíbrio e bom senso quando falamos em criar nossos filhos, isso começa com o nosso exemplo.

Delimitar limites com relação ao conteúdo utilizado e o tempo, devem ser estipulados, para que as atividades manuais, brincadeiras, momento com a família façam parte da rotina diária.

Adoraria saber como você faz uso da tecnologia na sua vida!

Um super abraço e até o próximo post!maternidade e teconologia.jpg

 

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Isso é viver…!

Para a criança cada dia é vivido como único e aproveitado plenamente.

Alguns lutam contra o sono, não querendo dormir, para não perder tempo e brincadeiras.

E quando começam a entender, a questão do tempo, acabam achando que quando tiverem 10 anos, irá poder ter celular, quando tiver 15 anos vai poder namorar, quando tiver 20 vai poder passear sozinho, e quando tiver 25 vai poder ter seu próprio carro e quando tiver 30 vou comprar minha casa e quando tiver 35 anos, vou casar e assim vai…

A vontade de querer crescer para poder fazer coisas que não podem ser feitos quando criança, causa uma expectativa e por diversas vezes nos questionam para saber, quando poderão fazer algo que hoje não podem.

Quem determina o tempo, a idade, as permissões, é baseado nas experiências da vida, a rotina, o bom senso dos pais ou responsáveis e o histórico familiar e o ambiente também influenciam diretamente.Por exemplo qual a idade que você deixou ou deixará o seu ter um tablet?

Com 4 anos a criança lê ou sabe manusear?

Se interessa por jogos eletrônicos?

Fica quieto e para de mexer em tudo?

Fica por horas entretido jogando!

Então, a primeira pergunta a se fazer sobre a liberação do tablet, qual é a sua intenção quanto a utilização por uma criança.

É importante que a criança explore o meio em que vive, brinque, caia, levante e seja estimulado.

O fato que os pais colocam a falta de tempo como empecilho para não ficar mais tempo com os filhos, para alguns é verdade e para outros desculpa, pode fazer com que a liberação do aparelho se torne vício e a criança perde o encanto em outras atividades que não seja as do tablet.

Se a criança já apresenta interesse por eletrônicos, o que hoje é muito mais comum, os pais e responsáveis devem limitar o tempo de utilização para que não atrapalhe a rotina.

Fique alerta ao excesso da utilização que é crescente o vício em jogos e internet  entre crianças e adolescentes.

Equilíbrio quando se trata de educação é a melhor opção e apresente o mundo que você gostaria que seu filho conhecesse e lembre-se que é a partir dos pais e responsáveis que a criança conhece o mundo.

Um abraço fraterno

 

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O estranho no ninho

Sempre tive vontade de ter uma família grande, acho que pelo fato de ser filha única e não ter os irmãos pra compartilhar momentos, a companhia e até as brigas!

Me casei e nunca imaginei que teria filhos tão rápido…em 7 anos, 3 filhos.

Enfim, a minha primeira filha nasceu, e foi tudo novidade!

De repente, e exatamente 2 anos depois nasce o do meio e depois de 4 anos, nasce o terceiro.

Aí começam as adaptações no nosso núcleo familiar, e a dinâmica dos irmãos também sofre com a chegada do novo integrante.

A primogênita ficou numa boa com a chegada do bebê, mas o do meio, mudou em todos os aspectos.

Muito ciúmes, rebeldia, inquietude, agressividade, fazia tudo pra chamar a minha atenção e ainda dizia que eu só gostava daquele bebê e que não dava mais atenção pra ele, no fundo ele não estava conseguindo lidar com a chegada do irmão e a falta que eu estava fazendo, pois ele tinha a minha atenção à disposição e naquele momento, o tempo da mamãe era dividido em outros afazeres.

Me desdobrava, nos momentos que o bebê dormia ficava com eles, mas muitas vezes pra ele aquele tempo não era suficiente.

E ele chorava e chora até hoje, a adaptação ainda está acontecendo, hoje as coisas melhoraram, mudei rotina, o meu posicionamento com as crianças, ele já brinca com o irmão, tem um pouco de dificuldade para entender que o irmão tem 1 ano e meio e ele 5 vezes mais, além do tamanho, mas nada fora do previsto e que não possamos contornar.

O reforço em dizer que o amo e da importância dele para minha vida é diário, pois percebo que a necessidade dele é maior, vou me desdobrando neste jornada de amor, mas sem deixar de lado a conversa, as demonstrações de carinho e minhas limitações para que eles entendam como a vida em família funciona e que hoje nós somos uma grande família.

Criar filhos é uma tarefa difícil e que exige concentração, disposição e reflexão, pois lidar com vidas, ainda mais sabendo que tu iras interferir na construção deste ser humano, requer muito mais atenção e cuidado.

E vamos seguir, sempre com otimismo e amor.

Um super abraço.

Lembre-se você é luz e até o próximo post!

 

 

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A escolha

Quando criança, você provavelmente perguntou a profissão dos pais e já disse a frase:

Quando eu crescer quero ser…..!

Isso muda com frequência e de acordo com as identificações.

Meu filho certa vez disse que seria médico, quis colocar jaleco e crachá com o nome do médico dele, Dr.Charles.

Eu embarquei na brincadeira e além do jaleco e crachá, no bolso tinha um bloco de folhas que simulavam o receituário e assim brincamos por alguns momentos.

Outra vez, era policial, depois cabelereiro e depois como o pai, funcionário público e pediu pra que o pai o ensinasse a trabalhar com isso!

A última escolha foi:

Mamãe eu quero ser tudo!

E eu disse: Filho você pode ser tudo que quiser, mas vá com calma e faça uma coisa de cada vez!

Ele ficou feliz, porque eu o apoiei e foi contar pra irmã e toda vez que alguém pergunta o que ele quer ser…ele responde…TUDO e me olha sorrindo e orgulhoso!

Sabe que fico feliz em poder encorajar o meu filho nesta jornada da escolha profissional que para muitos pode ser sofrida, assim como para outros não.

Hoje ele está com 5 nos e de fato tem muito tempo pra ser o que quiser, então não seria adequado restringi-lo e  colocar o meu desejo, como mãe, do que gostaria que ele fosse.

O papel dos pais, ou responsáveis é de estimular as aptidões, a criatividade da criança e do adolescente, proporcionar experiências que favoreçam um desenvolvimento equilibrado, abertura para o diálogo, porque a partir daí, a criança, se tornará adolescente, o adolescente um jovem e o jovem um adulto, que terá auto-conhecimento e isso facilitará na hora da escolha.

A necessidade de fazer esta escolha no fim do colegial, o fato de ser prematura a decisão, faz com que adultos possam depois se arrepender.

Mas, como toda escolha implica perda, não temos como prever o futuro das nossas crias, mas o apoio e orientação fazem a diferença.

Então, vamos viver um dia de cada vez e sendo único, pois a infância passa logo e a tecnologia está com tudo para fazer dos nossos filhos seres melhores e capazes de produzir o bem pra humanidade.

Um abraço e até o próximo post!

 

 

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Dia das Mães!

Todo dia é dia das Mães e de ser mãe, esta frase pode ser clichê, mas é real!

Porque qual foi o dia em que uma mãe deixou de ser mãe, ela pode não exercer a maternidade, mas gerou ou adotou, então é mãe.

A partir do momento que se tem sob sua responsabilidade um ser que depende de você, tudo muda!

Podemos até reservar um dia para fazer coisas que resgatam a nossa individualidade, mas muitas vezes somos pegas pelos pensamentos maternos: será que já comeu, dormiu, está agasalhado, entre outras preocupações!

Acredito que ser mãe e exercer a maternidade, que é o vínculo entre mãe e filho, sejam coisas distintas, pois existem mulheres que dão à luz e que não se vinculam ao filho, não vive a maternidade, e pode até doar o filho. E na outra ponta, aquela pessoa que adota a criança e vive plenamente a maternidade.

Para mulheres que geraram e não vivenciaram a maternidade, pode ser chamada de genitora.

Exercer a maternidade nem sempre é fácil e tranquilo para todas as mulheres, tem mãe que também é pai, precisa trabalhar o dia inteiro pra suprir as necessidades da família, ou que não dão conta das exigências e as demandas de cuidados e preocupações com os filho e acabam abrindo mão da sua individualidade e vivendo para os filhos e este é um dos desafios da mulher contemporânea, o de se resgatar como mulher e não somente como mãe.

Para que os filhos sejam felizes as mães também precisam estar bem, isso reflete no bem estar dos filhos e da família.

Atualmente, a relação materna está se tornando diferente e aquele padrão mulher é mãe e homem é pai, está se rompendo.

No mundo globalizado as crianças já estão se adaptando as diferentes constelações familiares, isso acaba sendo mais difícil para os adultos do que para as crianças que já convivem, por exemplo o convívio com 2 mães e ou homens transexuais que exercem a maternidade.

E ainda acredita-se que está data é meramente comercial, porque de fato o dia da mãe é todo dia, não adianta levar uma relação ruim com a mãe, mas no dia comprar aquele bom presente.

Seja verdadeiro, todas as relações tem altos e baixos e a de mãe e filho não é diferente, neste sentido, não fique tão preso ao material, faça algo que fique na lembrança e no coração, porque material fica e que levamos desta vida, são os momentos felizes.

Isso acaba sendo também um bom motivo para que o seu filho perceba o real motivo para o Dia das Mães!

Seja feliz!